Diáspora Digital Cristã

Diáspora Digital Cristã

Há alguns meses, era proibido usar a Bíblia no celular dentro de algumas igrejas. Creio que os pastores tinha medo do sermão ser menos interessante que o feed do Instagram. Hoje, o sermão concorre não só com o feed, mas também com o Netflix, a HBO e até com a geladeira.

As igrejas se movem para o meio online por coerção pandêmica e se esforçam para se adaptar aos protocolos, demandas e peculiaridades deste meio. O olhar pseudo-atento do membro no templo, foi substituído pelo olhar assumidamente displicente do internauta ansioso.

Muitos de nós, principalmente pastores e líderes, reduzem o meio online há algo pejorativo. Consideram as redes sociais um simples palco de egos e, com esse parecer em mente, se tornam críticos velados da vida alheia. Silenciosos, com suas candeias escondidas em perfis esquecidos, eles dizem: Aqui não! Aqui é bobagem. Aqui eu só observo.

Mas o que faremos aqui? Vamos apenas fincar estacas e construir nossos templos virtuais para nós mesmos? Ou será que a frase de Jesus: “É grande a seara, mas são poucos os trabalhadores” será contextualizada pra cá? Será que a candeia escondida será colocada sobre a mesa online? O que essa diáspora digital demanda de nós? Como temos respondido a este lugar virtual onde habitamos com nosso tempo e energia?

Tenho esperança de que não seja apenas uma diáspora da igreja institucional, mas também uma conversão dos nossos perfis pessoais. Tenho esperança que o pastor, o presbítero, o diácono, o líder do louvor, a professora das crianças e que todos os membros da igreja entendam que aqui pode e deve ser um campo ideal para testemunhar, semear e colher.

Mas se vc acha que eu só escrevi isso pra ganhar seu like, paciência, meu irmão.

Transformai-vos!

Um comentário em “Diáspora Digital Cristã

  1. Achei bem interessante para pensarmos no que realmente somos ou estamos sendo. Talvez no culto online estamos descobrindo que não estávamos dando atenção devida no culto presencial, e que agora vemos quão displicentes éramos. A desculpa não é ser presencial ou online, e sim quem somos.

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