Bilhete do menino

Esse ano tive a oportunidade de revisitar minha casa de infância, pois ela se tornou uma Barbearia. Revisitei os cômodos e me lembrei de algumas boas rotinas. Em todos estes anos, por várias vezes, tive vontade de voltar ao passado para me dar algumas dicas e macetes da vida. Porém, hoje, completando 42 anos, eu só queria me ouvir, fazer algumas perguntas, provocar uma conversa, como o Tio Hélio tentava fazer enquanto me gravava no meu niver de 10 anos.

Hoje, queria reaprender com o menino algumas coisas que depois de 32 anos eu esqueci. Essa leveza boa de ser criança.
É, grande Apóstolo Paulo, eu não falo mais como menino, nem penso mais como menino, porém, ainda sinto que não sei de nada. Ainda vejo um reflexo obscuro, como num espelho velho e embaçado. Ainda conheço em parte, mas com a esperança de que em um dia conhecerei plenamente, da forma como sou conhecido.
Hoje, entendo sua finalização do texto: Enquanto isso, que permaneça a fé, a esperança e o amor. Mas o maior, sem dúvida nenhuma, é o amor. E como diria o Bono Vox naquela canção – O Amor é tudo que a gente não pode deixar para trás.

Creio que assim como Tiago Iorc propõe em sua canção Bilhetes, aquele menino também me deixaria o seguinte ensino:

Ame tudo que puder
Seja o que for
Venha o que vier


Ps: E sim, eu mostrei a fita pro Davi e pro Vitor depois de 30 anos e eles riram da minha roupinha.

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