O Natal não é pra multidões

A Natal, assim como o Evangelho, não é pra multidões.
O Natal foi pra Zacarias e Isabel, que tiveram o privilégio de ser pais do Arauto de Jesus. O Natal foi pra João Batista, que prestou culto a Jesus, se revolvendo nas entranhas de sua mãe. O Natal foi pra Maria, que sediou a gestação do Cristo, como homem. O Natal foi pra José, que aguentou as pontas e protegeu o Bebê. O Natal foi para poucos animais, que presenciaram a vinda daquele que, junto com o pai, criou o mundo. O Natal foi pra poucos pastores anônimos que presenciaram os céus abertos e os anjos cantando. O Natal foi pra alguns estudiosos do oriente que, pela graça comum de Deus, descobriram que algo surpreendente estava acontecendo por aqueles bandas de Belém. O Natal foi pro velho senhor Simeão, que aguardava a promessa de que seus olhos veriam o Messias, antes de morrer. O Natal foi pra velha profetisa Ana que também aguardava ansiosamente a vinda do Filho de Deus.
O Natal, assim como o Evangelho, não foi para multidões que seguiam Jesus apenas por pão, cura e prosperidade. Não, o Natal, no total, foi para uns 12, assim como foi o começo da igreja de Cristo.
Diante disso, você pode estar se perguntando, será que o Natal foi pra mim?
Então, façamos um teste, vamos ler um texto revelado ao Profeta Isaías uns 600 anos antes de Jesus nascer:

“Meu servo cresceu em sua presença, como tenro broto verde, como raiz em terra seca. Não havia nada de belo nem majestoso em sua aparência, nada que nos atraísse. Foi desprezado e rejeitado, homem de dores, que conhece o sofrimento mais profundo. Demos as costas para ele e desviamos o olhar; ele foi desprezado, e não nos importamos. Apesar disso, foram as nossas enfermidades que ele tomou sobre si, e foram as nossas doenças que pesaram sobre ele. Pensamos que seu sofrimento era castigo de Deus, castigo por sua culpa. Mas ele foi ferido por causa de nossa rebeldia e esmagado por causa de nossos pecados. Sofreu o castigo para que fôssemos restaurados e recebeu açoites para que fôssemos curados. Todos nós nos desviamos como ovelhas; deixamos os caminhos de Deus para seguir os nossos caminhos. E, no entanto, o Senhor fez cair sobre ele os pecados de todos nós. Ele foi oprimido e humilhado, mas não disse uma só palavra. Foi levado como cordeiro para o matadouro; como ovelha muda diante dos tosquiadores, não abriu a boca.” – Isaías 53:1-7

O que me diz? Você se sentiu parte do – Nós – do texto, acima?
Você inseriu suas enfermidades, doenças e pecados ao ler este texto?
Se sim, o Natal não é pra multidões, mas, sem dúvida alguma, o Natal é pra você. Pois o Natal, assim como o Evangelho, não é para todos, mas para todo aquele que crê.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *